terça-feira, 31 de janeiro de 2012

adura ti esú


D -   Légba kayo  kayo
(Legba recolhe a alegria)
Ou -  Légba siré Ògún
                      (Legba divirta-se com o Ogun)
D -  Légba siré Ògún
                      (Legba divirta-se com o Ogun)
Ou -  Légbasiré siré 
(Legba venha a divertir-se ao divertimentoxiré”)
D -  Èsù l? burúkú
                             ( Exu, fecha o caminho para o mal )
Ou -  Àbàdò burúkú 
( Eterno bloqueador do mal)
D -  Àbàdò  òbe nfara
(Eterna faca que usa o corpo)
Ou - Mojúbà Èsù!
             (Reverencio ao Exu)

D - Bàrà !
Ou - Lóde Èsù!
             ( Exu de fora)
D - Bàrà!
Ou - La Èsù !
              ( Exu do caminho)
D - Bàrà!
Ou - Èsù Olóde!
( Dono da rua, Exu)
D - Èsù, Èsù Obara l? 
               ( Dono do caminho, rei do corpo, Exu)
Ou - ÈsÙ a bánà bánà ÈsÙ abánàiyé
 ( Exu encontramos no caminho, surpreende no caminho, Exu
encontramos nos caminhos do mundo)
D -   ÈsÙ abánà bánà ÈsÙ abánàiyé
Ou - A máa s’ère  ou níba  ÈsÙ abánà dêem, 
       a máa s’ère ou níba  ÈsÙ abánà dêem   
( N  osotros sempre fazemos uma estátua, ele é
reverenciado, Exu encontramos no caminho criando)
D - A máa s’erè ou níbà  ÈsÙ abánà dêem, 
       a máa s’erè ou níbà  ÈsÙ abánà dêem   
Ou - Èsù adé minha se se minha ré
( Exu é minha coroa, faz-me bem)
D - Bàrà adé minha se se minha ré
(Bará é minha coroa, faz-me bem)
Ou - Èsù adé meu se se meu Bàrà
                      ( Exu é minha coroa, faz-me Bará)
D - Bàrà adé minha se se minha ré
(Bará é minha coroa, faz-me bem)
Ou - ÈsÙ jálànà fun wa
( Exu, abre o caminho para nós)
D - ÈsÙ jálànà fun Malè
( Exu, abre o caminho para Orará)

Ou - Lànà Èsù mérin 
( Exu, abre o caminho em quatro)
D -  Èsù b’erin, Èsù mérin lànà
( Exu como o elefante , abre o caminho em quatro
direções)
------------------ TOQUE LATOPA -----------------------
Ou - Aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
        Aiyéraiyé, ou o Bàrà
      A se o ogun ou!
      A se o ogun !
       aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
                      ( OH! Eternamente, você é forte Bará! Não vá da
luta, não vá da luta e briga, pois seu é eterno e forte Bará! )
D - Aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
        Aiyéraiyé, ou o Bàrà
      A se o ogun ou!
      A se o ogun !
       aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
Ou -  Èsù Bàrà ou eléfà s’epo
( Exu-Bará você atrai ao dendê )
D -   Aiyéraiyé, ou o Bàrà!
              ( Eternamente, você é forte Bará)
Ou - Ou , ou  
( Vamos, vamos)
D -  Ou ou eléfa!
( Vamos, você que atrai!)
Ou - Èsù Bàrà èle ou!, 
      Èsù Bàrà èle ou!, 
      mo Bàrà ou eléfa epo
( Exu-Bará é violento, Exu-Bará é violento, eu calmo a
violência do Bará dono de atração e do dendê)
D -  Èle Bàrà èle ou!
       èle Bàrà èle ou!
       mo Bàrà ou eléfà epo!


    ( Violento é Bará, o violento!; eu calmo ao Bará dono de
atração e  o dendê!)
Ou - ÈsÙ, mo Bàrà 
      ÈsÙ Á , mo júbà yìn
( Exu chega a transformar, eu acordado ao Bará; Exu venha
a dançar que eu o respeito e o elogio)
D - ÈsÙyi, mo Bàrà 
      ÈsÙ Á , mo júbà yìn
Ou - Bàrà gbó alároye a Èsù lonà,
       Bàrà gbó alároye a Èsù lonà,
       omode nem kóo sÍ Bàrà
       ogun tàlà , Bàrà ou eléfa lonà
      ( Bará, grande falador, nos escute, Exu dos Caminhos.
Bará menino, vêem nos ensinar, vêem abrir, retorna de onde começa a
luta, Bará, que atrai nos caminhos)
D - Bàrà gbó alaroye a Èsù lonà,
       Bàrà gbó alaroye a Èsù lonà,
       omode nem kóo sÍ Bàrà
       ogun tàlà , Bàrà ou eléfa lonà
Ou - Èsù Bàrà bàbá oníre
(Pai Exu Bará, limpe, dono de bênções)
D - Á Bàrà-ÈsÙ,
( Deva golpear e limpar Bará-Exu, corte, golpeie e
limpe)
Ou - Bàrà múje kún òdà
        Bàrà múje kún òdà
        bàbá ru eko Bàrà ru de ou
        Bàrà múje kún odà
        Bàrà ru
(Bará deslize-se, devore e encha, use a pintura. Pai o
ofereço akassá, Bará  lhe ofereço uma armadilha [ para caçar]. Bará deslize-se,
devore, encha, use a pintura. Bará, ponha com sigilo a armadilha que o
ofereço )



D -  Jeko l’òdà

Ou - Bàrà ru
                            (Bará, ponha com sigilo a armadilha que lhe ofereço )
D -  Jeko
(Vírgula o akassá, use a pintura)
Ou - Bàbáiyan’ o
(Pai dos seres da noite)
D - Bàbáiyan’ o
(Pai dos seres da noite)
-------------- TOQUE AGERE -------------------------------
Ou - Èsù lànà meu ou, Bàrà lànà fun malè ou!
                             (OH! Exu, abre o caminho me limpando, OH! Bará abre
o caminho para os Orixás)
D - Èsù lànà meu ou, ÈsÙ lànà fun malè!
 (OH! Exu, abre o caminho me limpando, OH! Exu abre o
caminho para os Orixás)

------------------------TOQUE BATÁ-----------------------------
Ou - Èsù àselù, Èsù àselù àse , Èsù àselù àse , ou níle ou!
( Exu guardião, guardião do poder retorna, OH! você
logo está  na casa )
D - Èsù àselù, Èsù àselù àse , Èsù àselù àse , ou níle ou!
( Exu guardião, guardião do poder retorna, OH! você
logo está  na casa )
Ou - Ä lùpa ou!
(OH! Vêem, abre matando de um golpe!) 
D - Á lùpa sei máa!
                   ( Vêem, abre matando de um golpe continuamente)
Ou - Èsù Bàrà o bebe riri lonà Bàrà o bebe riri lonà
            Bàrà ÈsÙ riri lonà, Èsù tirirí
(Exu Bará vá triunfar, que tremam de medo no caminho,
Bará Exu vá triunfar que tremam de medo no caminho, Exu que
tremam de medo)
D - Bàrà Èsù riri lonà
           Èsù riri lonà
        Bàrà Bàrà ÈsÙ Bàrà
          Èsù riri lonà
( Bará Exu que tremam de medo no caminho, Exu que
tremam no caminho. Bará na colina, Bará Exu, Bará Exu que tremam
de medo no caminho)



---------------------- TOQUE AGERE------------------------------
Ou - Èsù dêem lànà s’ebí a se’bo
                      ( Exu cria abertura de caminho, faz a viagem que nós
fazemos a oferenda)
D - ÈsÙ dêem lànà sim ebo
( Exu cria a abertura de caminho para a oferenda)


.. . .. . . .. . .. . . .. . .. TOQUE DJÉJÉ (Bravun) . . . .. . .. . . .
Ou - Ou Bàrà b’odù màá sànà Elegba
                 ( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá, sempre faz
o camino,regresa e benze Senhor do Látego)
D - Ou Bàrà b’odù màá sànà Elegba


                 ( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá, sempre faz
o caminho, retorna e benze Senhor do Látego)
Ou - Ou Bàrà b’odù, Á Sá k’èrè k’ewé
( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá,
vêem correndo a recolher a recompensa e as ervas)
D - Ou Bàrà b’odù, Á Sá k’èrè k’ewé
( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá,
vêem correndo a recolher a recompensa e as ervas)
Ou - Bàrà mótótó tótó mo dúpe ou
(OH! Bará, poda, poda, eu te agradeço)
D - Bàrà’ mim àjó k’èrè , Á mo dúpe ou
                                      (Bará, eu em minha jornada pela vida, recolho os
prêmios e grito, vêem, eu te agradeço!)
Ou - Elégbà b’odù!
   ( Senhor do látego divida-se como os signos do Ifá)
D - Á b’àdó f’altar 
(  Venha com a cabaça que funde rogos, use o
corpo)
Ou - Tamaki elìjó tamaki e p’ 
                                    (Termine Senhor da dança, termine, você calcule
o chamado à dança)
D - Tamaki Á gba, tamaki elìjó 
                                  ( Termine e deva recolher Exu Legba, termine,
senhor da dança)
Ou - Ou Légba ou !
(OH Legba!)
D - Àkàrà !
(Força que luta)
Ou - GA máa sekó
(Elevado, sempre faça e ensine )
D - Àkàrà !
(Força que luta)
Ou - b’odù máa d’okerè k’èrè k’èrè



       d’OK’ou k’orò k’orò, deu k’èrè k’èrè k’èrè
       b’odù máa Elégbà
( Te divida como os signos do Ifá, sempre chega
recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. te divida como os
signos do Ifá sempre Dono do castigo)  
D - b’odù máa d’okerè k’èrè k’èrè
       d’OK’ou k’orò k’orò, deu k’èrè k’èrè k’èrè
       b’odù máa Elégbà
( Te divida como os signos do Ifá, sempre chega
recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. te divida como os
signos do Ifá sempre Dono do látego)  
Ou - Ògún Ògún se rere
                                        ( Ogun em adiante o encontramos, Ogun faz o
bem)











segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ossain



                                 


Ossanhyin ou Ossaiyn é originário da cidade de Offá. Conhecido também como Babá Ewê ou Obá-Offá, seu culto está praticamente extinto na áfrica, devido a escassez de florestas.

Por ser o orixá das folhas e seus segredos medicinais, do ecossistema, da biodiversidade, da clorofila e do meio ambiente, adaptou-se totalmente ao Brasil, sendo absoluto dono da região amazônica.

Ossayin está intimamente ligado a Iroko, divindade da hemoglobina, cuja árvore simbolo erradamente é identificado como Gameleira Branca(ficcus doliária) no Brasil, quando na verdade é representado pela Moreira(chlorophora excelsa ou régia).



O HOMEM DE OSSAIN
É um homem com detalhes especiais no campo amoroso. Aparentemente tímido, na realidade da mesma forma que seu orixá, espreita a pessoa que lhe chama atenção até ter certeza que não errará seu alvo. Ele detesta ser rejeitado e por esta razão joga de maneira tática e matreira na conquista. Ele é aquele homem que entra por último numa disputa e certificando-se que seu alvo caiu em seu encanto, aí sim inicia seu jogo de sedução.
Ele joga com o corpo e com a inteligência ora usando um olhar, ora usando a versatilidade que tem sobre os mais variados assuntos dentro do campo das humanidades e ciência social.
Seus pontos fracos são o verde, a penumbra, um cachimbo. Sexualmente é passivo, se transformando em um verdadeiro "feiticeiro do sexo se for convenientemente estimulado.

A MULHER DE OSSAIN
É uma mulher tímida, mas que sustenta qualquer sonho de um homem, procurando durante toda a vida um homem que faça o mesmo com ela.
Aparentemente demonstra ser auto-suficiente e forte, mas no fundo é muito ciumenta e possessiva. Sexualmente é uma mulher insaciável, ativa e passiva, disposta a tudo desde que encontre o parceiro certo. Dentro dela existe um instinto automático de preservação da espécie e, assim sendo, um instinto automático de procriação, ainda que muitas vezes ela saiba que isto não vai acontecer.
Seus pontos fracos são a inteligência de um homem, um um papo sobre animais e ecologia, um beijo meloso, as festas e a fartura de tudo.

Orisá Yemonjá


Yemoja
Yemoja na Africa Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes"), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do àse da divindade O rio Ògùn 
(ver mapa)
, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos que escreveram sobre o assunto no fim do século passado.
O principal templo de Iemanjá está localizado em Ibará, um bairro de Abeokutá (ver mapa). Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscar a água sagrada para lavar os axés, não no rio Ògùn, mas numa fonte de um dos seus afluentes, o rio Lakaxa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira (ère) e um conjunto de tambores. O cortejo na volta vai saudar as pessoas importantes do bairro, começando por Olúbàrà, o rei de Ibará.
Yemanjá seria a filha de Olokun, Deus em Benin, ou deusa, em Ifé, do mar. Numa das histórias ela aparece casada pela primira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Orixás.
Deusa das águas, mares e oceanos, esposa de Oxalá e mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Yemanjá: Ye-Omo-Yá_mãe de todos os peixes, que são seus filhos e estão contidos em suas estranhas de água. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé (espelhinho) e pulseiras. Em alguns mitos ela é considerada como sendo mulher de Oranyan, descendente de Odùdùwa, fundador místico de Oyo, de quem ela concebeu Sàngó (o Orixá patrono do trovão e ancestral divino da dinastia dos Alafins, reis de Oyo). Desta forma ela se vincula ao fogo, o fogo aparece como uma interação de água e ar. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras. No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia noite, acender velas ao longo das praias e jogar flores e presente no mar.



No Novo Mundo Iemanjá é uma divindade muito popular. Principalmente no Brasil e em Cuba. Seu axé é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas numa porcelana azul.

O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e
vestem-se, de preferência, de azul-claro.

Diz-se na Bahia que há sete Iemanjás: Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá; Iamassê, mãe de Xangô; Euá (Yewa), rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn e que frequentemente é confundido com Iemanjá em certas lendas; Olossá, a lagoa africana na qual deságuam os rios. Iemanjá Ogunté, casada com Ogum Alagbedé. Iemanjá Assabá, ela é manca e está sempre fiando algodão. Iemanjá Assessu, muito voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun.

Em Cuba, Lydia Cabrera dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.


Lendas
... indo para perto de seu pai
Yemanjá, conta uma das lendas, era "casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé", cansada de sua permanência em Ifé, fugiu em direção ao oeste. Outrora, Olokun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparo, pois não se sabia o que poderia acontecer amanhã, com a recomendação de quebrá-lo no chão em caso de extremo perigo. E assim Yemanjá foi instalar-se no entardecer da terra oeste. Olofin, Rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. O criou-se o rio na mesma hora levando-a para Okun (o oceano), lugar de residência de Olokun, seu pai.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Odé e Otim



Dia da semana: sexta-feira Cor: Odé azulão com branco Otim azulão com rosa Número de axés: 05 e 07 Comida: farofa doce com costela de porco assada com mel,frutas,balas de coco Guias: azulão com branco para Odé, azulão com rosa para Otim. Parte do corpo que Odé rege: pulmão e garganta Ferramentas: flecha com arco, lança e estilingue, bolinhas de gude. Ave: galo pintado e para Otim galinha pintada, casal de galinha d'angola. Pombo: escuro ou branco Quatro - pé: porco para Odé; porca para Otim. Peixe: pintado,jundiá Lugar de oferendas: matas e praia Frutas: jabuticaba,araça,goiaba,abacate,e frutas em geral. Função: multiplicação,fartura Sobrenome de Orixás: Flor: lírio roxo,azaléia Características: dono da mata e caçador Apelido: caçador Doces:balas de mel e coco,pipoca de arroz,pirulitos Agrados: mamadeira com agua de canjica e leite de coco Saudação: oque bambo Odé, oque bambo Otim ou oké arô Santos que o representa: Odé São Sebastião; Otim Santa Bernardete Dia do Ano: 20 de Janeiro Odé é no Batuque o orixá que corresponde a Oxossi no Candomblé. Orixás caçadores vivem nas matas a fim de caçar e garantir a subsistência dos homens. Odé e Otim formam um casal inseparável, onde está Odé está Otim. Odé é representado por um menino portando arco e flecha, suas ferramentas para a caça e Otim porta um cântaro que carrega na cabeça.Orixás da fartura e dos excessos, Odé tem fama de generoso e bom: ele caça, mas fica com pena e remorso e dá a caça a Otim que come tudo rapidamente, sendo apelidada de gorda. São poucos os filhos de cabeça do Orixá Otim, talvez isto explique o seu quase esquecimento no culto, sendo Odé o mais conhecido, este sim com vários filhos. A beleza de Odé estende-se a seus filhos assim como suas características. Odé jamais pode ser esquecido, pois se sente excluído e abandonado e não perdoa facilmente uma falta como esta. Características Positivas:Filhos de Odé são pessoas espertas e com iniciativa, nasceram para a liberdade, inteligentes, meigos, exigentes, cultos e sensí-veis de temperamento infantil, brincalhão, participante e alegre. Amantes irresponsáveis amam sobre tudo a natureza e a liberdade.Tem grande sensibilidade artística, são extremamente organizados, podem ser grandes amigos e estão sempre prontos para tudo. Características Negativas: ciumentos, possessivos e inseguros. Narcisistas, egoístas, vaidosos a ponto de acharem que são os melhores em tudo. Temperamen-tais, quando estão com raiva podem até ficar perigosos. Aborrecem-se fácil e por qualquer motivo. Lendas Conta-se no Brasil que Odé era irmão de Ogum e de Bará, todos os três filhos de Iemanjá.Bará era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Odé caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casa estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Odé saísse à caça, pois se arriscava a encontrar Ossanha, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Odé ficaria exposto a um feitiço de Ossanha para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. Iemanjá exigiu então, que Odé renunciasse a suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade independente, continuou sua incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (ìrokò), separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar-se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Odé não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos caçadores. Ele havia encontrado Ossain e este lhe dera para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como amúnimúyè, cujo nome significa "apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência", o que provocou em Odé uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossain, como predissera o babalaô.Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe, mas Iemanjá não quis receber o filho desobediente. Ogum revoltado pela intransigência materna recusou-se a continuar em casa (é por isso que o lugar consagrado a Ogum está sempre instalado ao ar livre).Odé voltou para a companhia de Ossanha, e Iemanjá desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se num rio, chamado Ògùn (não confundir com Ògún , o orixá). Narrador desta lenda chamou a atenção para o fato de que "esses quatro deuses iorubás -Bará, Ogum, Odé e Ossanha - são igualmente simbolizados por objetos de ferro e vivem todos ao ar livre.".
Uma lenda explica como surgiu o nome de ÒSÓÒSÌ , derivado de ÒSÓWUSÌ ( o guarda-noturno é popular):"Olófin Odùduà, rei de Ifé, celebrava a festa dos novos inhames, um ritual indispensável ao início da colheita, antes do quê, ninguém podia comer destes inhames. Chegado o dia, uma grande multidão reuniu-se no pátio do palácio real. Olófin estava sentado em grande estilo, magnificamente vestido, cercado de suas mulheres e de seus ministros enquanto os escravos o abanavam e espantavam as moscas, os tambores batiam e louvores eram entoados para saudá-lo. As pessoas reunidas conversavam e festejavam alegremente, comendo dos novos inhames e bebendo vinho de palma. Subitamente um pássaro gigantesco voou sobre a festa, vindo pousar sobre o teto do prédio central do palácio. Esse pássaro malvado fora enviado pelas feiticeiras, as Ìyámi Òsòrònga, chamadas também as Eléye, isto é, as proprietárias dos pássaros, pois elas utilizam-nos para realizar seus nefastos trabalhos. A confusão e o desespero tomaram conta da multidão. Decidiram, então, trazer, sucessivamente, Oxotogum , o caçador das vinte flechadas, de Idô; Oxotogí, o caçador de quarenta flechas, de Moré; Oxotobá, o caçador das cinqüenta flechas, de Ilarê , e finalmente Oxotokanxoxô, o caçador de uma só flecha, de Iremã. Os três primeiros, muito seguros de si e uns tanto fanfarrões, fracassaram em suas tentativas de atingir o pássaro, apesar do tamanho deste e da habilidade dos atiradores. Chegada a vez de Oxotokanxoxô, filho único, sua mãe foi rapidamente consultar um babalaô, que lhe declarou: ' Seu filho está a um passo da morte ou da riqueza. Faça uma oferenda e a morte tornar-se-á riqueza.' Ela foi então colocar na estrada uma galinha, que havia sacrificado, abrindo-lhe o peito, como devem ser feitas as oferendas às feiticeiras, e dizendo-lhes três vezes: ' Que o peito do pássaro receba esta oferenda'. Foi no momento preciso que seu filho lançava sua única flecha. O pássaro relaxou o encanto que o protegia, para que a oferenda chegasse ao seu peito, mas foi a flecha de Oxotokanxoxô que o atingiu profundamente. O pássaro caiu pesadamente, se debateu e morreu. Todo mundo começou a dançar e cantar: 'Oxó é popular! Oxó é popular! Oxowussi! Oxowussi!! Oxowussi! O filho de Odé apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.Os filhos de Odé são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Fisicamente, os filhos de Odé, tendem a ser relativamente magros, um pouco nervosos, mas controlados. São reservados, tem forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores. No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Odé trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos. Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição. Os filhos de Odé, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo. Os filhos de Odé tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Odé como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Odé, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá. Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos.É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades.Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.
O tipo psicológico, do filho de Odé é refinado e de notável beleza. É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido. Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbrava-dor, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica

Orisá Oyá

Senhora da Tarde, dona dos espíritos. Senhora dos raios e das tempestades. Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó. Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas. 

Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo. Oyá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos) 








O HOMEM DE YANSÃ
O filho de Yansã é como o vento: instável e volúvel, e isso, em termos afetivos, significa que ele não gostará definitivamente de uma pessoa. Agitado, apesar de não demonstrar, tem uma vida sensual e sexual extremamente inconstante, porque pula de um relacionamento para outro, na ânsia de conseguir tudo ao mesmo tempo. Seu maior prazer é viajar, conhecer gente e locais diferentes, sair fora da rotina. Adora festas, principalmente aquelas onde poderá mostrar que dança bem. Quem gosta de uma vida agitada, onde a palavra de ordem é a aventura, encontra nele o parceiro ideal. Só que, apesar de ativo sexualmente, precisa ser estimulado por uma parceira criativa. 



A MULHER DE YANSÃ
A mulher de Yansã é sempre aceita e admirada onde quer que vá. Não é do tipo que faz charme quando esta a fim de alguém: declara-se logo abertamente, da mesma forma que é rapidíssima para dar o fora em alguém. Nunca lhe faltarão admiradores, já que é dona de uma beleza natural que é a chave do seu sucesso. Não é vaidosa, mas se necessário, sabe se vestir e se comportar como uma rainha. Para estar ao seu lado, o homem precisa ser inteligente, bonito, sóbrio, bom papo e de preferência, místico.

É uma mulher super ativa sexualmente e disposta a tudo para manter seu romance.


Oiá recebe o nome de Iansã, mãe dos nove filhos
 Oiá desejava ter filhos, mas não podia conceber
Oiá foi consultar um babalaô e ele mandou que ela fizesse um ebó.
Ela deveria oferecer um  carneiro, um agutã,
muitos búzios e muitas roupas coloridas.
Oiá fez o sacrifício e teve nove filhos.
Quando ela passava, indo em direção ao mercado, o povo dizia:
"Lá vai Iansã".
Lá ia Iansã, que quer dizer mãe nove vezes.
E lá ia ela toda orgulhosa ao mercado vender azeite-de-dendê.
Oiá não podia ter filhos, mas tve nove,
depois de sacrificar um carneiro.
E em sinal de respeito por seu pedido atendido
Iansã, a mãe de nove filhos, nunca mais comeu carneiro.
[ Lenda 163 do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]

Oiá ganha de Obaluaê o reino dos mortos
 Certa vez houve uma festa com todas as divindades presentes.
Omulu-Obaluaê chegou vestindo seu capucho de palha.
Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce
e nenhuma mulher quis dançar com ele.
Só Oiá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra.
Tanto girava Oiá na sua dança que provocava vento.
E o vento de Oiá levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluaê.
Para surpresa geral, era um belo homem.
O povo o aclamou por sua beleza.
Obaluaê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato.
E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino.
Fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos.
Rainha que é Oiá Igbalé, a condutora dos eguns.
Oiá então dançou e dançou de alegria.
Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos,
quando ela dançava agora, agitava no ar o iruquerê,
o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.
Rainha Oiá Igbalé, a condutora dos espíritos.
Rainha que foi sempre a grande paixão de Omulu.
.[ Lenda 179 do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi ]