terça-feira, 31 de janeiro de 2012

adura ti esú


D -   Légba kayo  kayo
(Legba recolhe a alegria)
Ou -  Légba siré Ògún
                      (Legba divirta-se com o Ogun)
D -  Légba siré Ògún
                      (Legba divirta-se com o Ogun)
Ou -  Légbasiré siré 
(Legba venha a divertir-se ao divertimentoxiré”)
D -  Èsù l? burúkú
                             ( Exu, fecha o caminho para o mal )
Ou -  Àbàdò burúkú 
( Eterno bloqueador do mal)
D -  Àbàdò  òbe nfara
(Eterna faca que usa o corpo)
Ou - Mojúbà Èsù!
             (Reverencio ao Exu)

D - Bàrà !
Ou - Lóde Èsù!
             ( Exu de fora)
D - Bàrà!
Ou - La Èsù !
              ( Exu do caminho)
D - Bàrà!
Ou - Èsù Olóde!
( Dono da rua, Exu)
D - Èsù, Èsù Obara l? 
               ( Dono do caminho, rei do corpo, Exu)
Ou - ÈsÙ a bánà bánà ÈsÙ abánàiyé
 ( Exu encontramos no caminho, surpreende no caminho, Exu
encontramos nos caminhos do mundo)
D -   ÈsÙ abánà bánà ÈsÙ abánàiyé
Ou - A máa s’ère  ou níba  ÈsÙ abánà dêem, 
       a máa s’ère ou níba  ÈsÙ abánà dêem   
( N  osotros sempre fazemos uma estátua, ele é
reverenciado, Exu encontramos no caminho criando)
D - A máa s’erè ou níbà  ÈsÙ abánà dêem, 
       a máa s’erè ou níbà  ÈsÙ abánà dêem   
Ou - Èsù adé minha se se minha ré
( Exu é minha coroa, faz-me bem)
D - Bàrà adé minha se se minha ré
(Bará é minha coroa, faz-me bem)
Ou - Èsù adé meu se se meu Bàrà
                      ( Exu é minha coroa, faz-me Bará)
D - Bàrà adé minha se se minha ré
(Bará é minha coroa, faz-me bem)
Ou - ÈsÙ jálànà fun wa
( Exu, abre o caminho para nós)
D - ÈsÙ jálànà fun Malè
( Exu, abre o caminho para Orará)

Ou - Lànà Èsù mérin 
( Exu, abre o caminho em quatro)
D -  Èsù b’erin, Èsù mérin lànà
( Exu como o elefante , abre o caminho em quatro
direções)
------------------ TOQUE LATOPA -----------------------
Ou - Aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
        Aiyéraiyé, ou o Bàrà
      A se o ogun ou!
      A se o ogun !
       aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
                      ( OH! Eternamente, você é forte Bará! Não vá da
luta, não vá da luta e briga, pois seu é eterno e forte Bará! )
D - Aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
        Aiyéraiyé, ou o Bàrà
      A se o ogun ou!
      A se o ogun !
       aiyéraiyé, ou o Bàrà ou! 
Ou -  Èsù Bàrà ou eléfà s’epo
( Exu-Bará você atrai ao dendê )
D -   Aiyéraiyé, ou o Bàrà!
              ( Eternamente, você é forte Bará)
Ou - Ou , ou  
( Vamos, vamos)
D -  Ou ou eléfa!
( Vamos, você que atrai!)
Ou - Èsù Bàrà èle ou!, 
      Èsù Bàrà èle ou!, 
      mo Bàrà ou eléfa epo
( Exu-Bará é violento, Exu-Bará é violento, eu calmo a
violência do Bará dono de atração e do dendê)
D -  Èle Bàrà èle ou!
       èle Bàrà èle ou!
       mo Bàrà ou eléfà epo!


    ( Violento é Bará, o violento!; eu calmo ao Bará dono de
atração e  o dendê!)
Ou - ÈsÙ, mo Bàrà 
      ÈsÙ Á , mo júbà yìn
( Exu chega a transformar, eu acordado ao Bará; Exu venha
a dançar que eu o respeito e o elogio)
D - ÈsÙyi, mo Bàrà 
      ÈsÙ Á , mo júbà yìn
Ou - Bàrà gbó alároye a Èsù lonà,
       Bàrà gbó alároye a Èsù lonà,
       omode nem kóo sÍ Bàrà
       ogun tàlà , Bàrà ou eléfa lonà
      ( Bará, grande falador, nos escute, Exu dos Caminhos.
Bará menino, vêem nos ensinar, vêem abrir, retorna de onde começa a
luta, Bará, que atrai nos caminhos)
D - Bàrà gbó alaroye a Èsù lonà,
       Bàrà gbó alaroye a Èsù lonà,
       omode nem kóo sÍ Bàrà
       ogun tàlà , Bàrà ou eléfa lonà
Ou - Èsù Bàrà bàbá oníre
(Pai Exu Bará, limpe, dono de bênções)
D - Á Bàrà-ÈsÙ,
( Deva golpear e limpar Bará-Exu, corte, golpeie e
limpe)
Ou - Bàrà múje kún òdà
        Bàrà múje kún òdà
        bàbá ru eko Bàrà ru de ou
        Bàrà múje kún odà
        Bàrà ru
(Bará deslize-se, devore e encha, use a pintura. Pai o
ofereço akassá, Bará  lhe ofereço uma armadilha [ para caçar]. Bará deslize-se,
devore, encha, use a pintura. Bará, ponha com sigilo a armadilha que o
ofereço )



D -  Jeko l’òdà

Ou - Bàrà ru
                            (Bará, ponha com sigilo a armadilha que lhe ofereço )
D -  Jeko
(Vírgula o akassá, use a pintura)
Ou - Bàbáiyan’ o
(Pai dos seres da noite)
D - Bàbáiyan’ o
(Pai dos seres da noite)
-------------- TOQUE AGERE -------------------------------
Ou - Èsù lànà meu ou, Bàrà lànà fun malè ou!
                             (OH! Exu, abre o caminho me limpando, OH! Bará abre
o caminho para os Orixás)
D - Èsù lànà meu ou, ÈsÙ lànà fun malè!
 (OH! Exu, abre o caminho me limpando, OH! Exu abre o
caminho para os Orixás)

------------------------TOQUE BATÁ-----------------------------
Ou - Èsù àselù, Èsù àselù àse , Èsù àselù àse , ou níle ou!
( Exu guardião, guardião do poder retorna, OH! você
logo está  na casa )
D - Èsù àselù, Èsù àselù àse , Èsù àselù àse , ou níle ou!
( Exu guardião, guardião do poder retorna, OH! você
logo está  na casa )
Ou - Ä lùpa ou!
(OH! Vêem, abre matando de um golpe!) 
D - Á lùpa sei máa!
                   ( Vêem, abre matando de um golpe continuamente)
Ou - Èsù Bàrà o bebe riri lonà Bàrà o bebe riri lonà
            Bàrà ÈsÙ riri lonà, Èsù tirirí
(Exu Bará vá triunfar, que tremam de medo no caminho,
Bará Exu vá triunfar que tremam de medo no caminho, Exu que
tremam de medo)
D - Bàrà Èsù riri lonà
           Èsù riri lonà
        Bàrà Bàrà ÈsÙ Bàrà
          Èsù riri lonà
( Bará Exu que tremam de medo no caminho, Exu que
tremam no caminho. Bará na colina, Bará Exu, Bará Exu que tremam
de medo no caminho)



---------------------- TOQUE AGERE------------------------------
Ou - Èsù dêem lànà s’ebí a se’bo
                      ( Exu cria abertura de caminho, faz a viagem que nós
fazemos a oferenda)
D - ÈsÙ dêem lànà sim ebo
( Exu cria a abertura de caminho para a oferenda)


.. . .. . . .. . .. . . .. . .. TOQUE DJÉJÉ (Bravun) . . . .. . .. . . .
Ou - Ou Bàrà b’odù màá sànà Elegba
                 ( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá, sempre faz
o camino,regresa e benze Senhor do Látego)
D - Ou Bàrà b’odù màá sànà Elegba


                 ( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá, sempre faz
o caminho, retorna e benze Senhor do Látego)
Ou - Ou Bàrà b’odù, Á Sá k’èrè k’ewé
( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá,
vêem correndo a recolher a recompensa e as ervas)
D - Ou Bàrà b’odù, Á Sá k’èrè k’ewé
( Você Bará pode te dividir como os signos do Ifá,
vêem correndo a recolher a recompensa e as ervas)
Ou - Bàrà mótótó tótó mo dúpe ou
(OH! Bará, poda, poda, eu te agradeço)
D - Bàrà’ mim àjó k’èrè , Á mo dúpe ou
                                      (Bará, eu em minha jornada pela vida, recolho os
prêmios e grito, vêem, eu te agradeço!)
Ou - Elégbà b’odù!
   ( Senhor do látego divida-se como os signos do Ifá)
D - Á b’àdó f’altar 
(  Venha com a cabaça que funde rogos, use o
corpo)
Ou - Tamaki elìjó tamaki e p’ 
                                    (Termine Senhor da dança, termine, você calcule
o chamado à dança)
D - Tamaki Á gba, tamaki elìjó 
                                  ( Termine e deva recolher Exu Legba, termine,
senhor da dança)
Ou - Ou Légba ou !
(OH Legba!)
D - Àkàrà !
(Força que luta)
Ou - GA máa sekó
(Elevado, sempre faça e ensine )
D - Àkàrà !
(Força que luta)
Ou - b’odù máa d’okerè k’èrè k’èrè



       d’OK’ou k’orò k’orò, deu k’èrè k’èrè k’èrè
       b’odù máa Elégbà
( Te divida como os signos do Ifá, sempre chega
recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. te divida como os
signos do Ifá sempre Dono do castigo)  
D - b’odù máa d’okerè k’èrè k’èrè
       d’OK’ou k’orò k’orò, deu k’èrè k’èrè k’èrè
       b’odù máa Elégbà
( Te divida como os signos do Ifá, sempre chega
recolhendo prêmios, recolhendo riquezas e lucros. te divida como os
signos do Ifá sempre Dono do látego)  
Ou - Ògún Ògún se rere
                                        ( Ogun em adiante o encontramos, Ogun faz o
bem)











segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ossain



                                 


Ossanhyin ou Ossaiyn é originário da cidade de Offá. Conhecido também como Babá Ewê ou Obá-Offá, seu culto está praticamente extinto na áfrica, devido a escassez de florestas.

Por ser o orixá das folhas e seus segredos medicinais, do ecossistema, da biodiversidade, da clorofila e do meio ambiente, adaptou-se totalmente ao Brasil, sendo absoluto dono da região amazônica.

Ossayin está intimamente ligado a Iroko, divindade da hemoglobina, cuja árvore simbolo erradamente é identificado como Gameleira Branca(ficcus doliária) no Brasil, quando na verdade é representado pela Moreira(chlorophora excelsa ou régia).



O HOMEM DE OSSAIN
É um homem com detalhes especiais no campo amoroso. Aparentemente tímido, na realidade da mesma forma que seu orixá, espreita a pessoa que lhe chama atenção até ter certeza que não errará seu alvo. Ele detesta ser rejeitado e por esta razão joga de maneira tática e matreira na conquista. Ele é aquele homem que entra por último numa disputa e certificando-se que seu alvo caiu em seu encanto, aí sim inicia seu jogo de sedução.
Ele joga com o corpo e com a inteligência ora usando um olhar, ora usando a versatilidade que tem sobre os mais variados assuntos dentro do campo das humanidades e ciência social.
Seus pontos fracos são o verde, a penumbra, um cachimbo. Sexualmente é passivo, se transformando em um verdadeiro "feiticeiro do sexo se for convenientemente estimulado.

A MULHER DE OSSAIN
É uma mulher tímida, mas que sustenta qualquer sonho de um homem, procurando durante toda a vida um homem que faça o mesmo com ela.
Aparentemente demonstra ser auto-suficiente e forte, mas no fundo é muito ciumenta e possessiva. Sexualmente é uma mulher insaciável, ativa e passiva, disposta a tudo desde que encontre o parceiro certo. Dentro dela existe um instinto automático de preservação da espécie e, assim sendo, um instinto automático de procriação, ainda que muitas vezes ela saiba que isto não vai acontecer.
Seus pontos fracos são a inteligência de um homem, um um papo sobre animais e ecologia, um beijo meloso, as festas e a fartura de tudo.

Orisá Yemonjá


Yemoja
Yemoja na Africa Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes"), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do àse da divindade O rio Ògùn 
(ver mapa)
, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos que escreveram sobre o assunto no fim do século passado.
O principal templo de Iemanjá está localizado em Ibará, um bairro de Abeokutá (ver mapa). Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscar a água sagrada para lavar os axés, não no rio Ògùn, mas numa fonte de um dos seus afluentes, o rio Lakaxa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira (ère) e um conjunto de tambores. O cortejo na volta vai saudar as pessoas importantes do bairro, começando por Olúbàrà, o rei de Ibará.
Yemanjá seria a filha de Olokun, Deus em Benin, ou deusa, em Ifé, do mar. Numa das histórias ela aparece casada pela primira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Orixás.
Deusa das águas, mares e oceanos, esposa de Oxalá e mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Yemanjá: Ye-Omo-Yá_mãe de todos os peixes, que são seus filhos e estão contidos em suas estranhas de água. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé (espelhinho) e pulseiras. Em alguns mitos ela é considerada como sendo mulher de Oranyan, descendente de Odùdùwa, fundador místico de Oyo, de quem ela concebeu Sàngó (o Orixá patrono do trovão e ancestral divino da dinastia dos Alafins, reis de Oyo). Desta forma ela se vincula ao fogo, o fogo aparece como uma interação de água e ar. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras. No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia noite, acender velas ao longo das praias e jogar flores e presente no mar.



No Novo Mundo Iemanjá é uma divindade muito popular. Principalmente no Brasil e em Cuba. Seu axé é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas numa porcelana azul.

O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e
vestem-se, de preferência, de azul-claro.

Diz-se na Bahia que há sete Iemanjás: Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá; Iamassê, mãe de Xangô; Euá (Yewa), rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn e que frequentemente é confundido com Iemanjá em certas lendas; Olossá, a lagoa africana na qual deságuam os rios. Iemanjá Ogunté, casada com Ogum Alagbedé. Iemanjá Assabá, ela é manca e está sempre fiando algodão. Iemanjá Assessu, muito voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun.

Em Cuba, Lydia Cabrera dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.


Lendas
... indo para perto de seu pai
Yemanjá, conta uma das lendas, era "casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé", cansada de sua permanência em Ifé, fugiu em direção ao oeste. Outrora, Olokun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparo, pois não se sabia o que poderia acontecer amanhã, com a recomendação de quebrá-lo no chão em caso de extremo perigo. E assim Yemanjá foi instalar-se no entardecer da terra oeste. Olofin, Rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. O criou-se o rio na mesma hora levando-a para Okun (o oceano), lugar de residência de Olokun, seu pai.