terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Adurá obá





ADÚRÀ-ORIN OBA
(Rezas cantadas da Oba)
ONÍLÙ (tamborero)
Oríkì
(Louvor) 
Ajúbà Oba s’ire, OuBA àjórún , OuBA’ Láde olomi oulha t’oub-odò, b’omi layo
wa, 
E só Oba!
(Respeitamos a Oba que nos benze, Oba que em sua viagem aniquila,  Proprietária
da coroa, das águas e as pedras do rio Oba, como a água
nos alegre. Você protege Oba!
DÁHÙN  (Responder)  - E só Oba s’ire (Você protege e benze Oba!)


.. . .. . . .. . .. . . .. . .. .TOQUE OGELÉ.. .. . . .. . .. . .. . . .. . .. . ..
Ou - Odò f’ìyá odò f’ìyá 
           ( Mãe usa o rio)
D - Oba s’ire odò f’ìyá 
         ( Oba benze e usa o rio)
Ou - Onà goro onà goro bàbà ìrá wò
         ( O caminho com bambu, o milho de guinea e os animais
selvagens cuida)

D - Onà goro onà goro bàbà ìrá wò
         ( Cuida o caminho de bambu, o milho de guinea e os animais
selvagens )
Ou - Èrùn’ sele èrùn’ sele bàbà ìrá wò
                 ( Em tempo de seca cuida o milho de guinea e os animais
selvagens)
D - Èrùn’ sele èrùn’ sele bàbà ìrá wò
                 ( Em tempo de seca cuida o milho de guinea e os animais
selvagens)
Ou - Èrùn rè, ou lè gbowó nlèrò kò k’iná’ BA
   (O Sol aumenta sua força, Você pode sacudir as mãos
consolando - fazendo ar - despreza, curta o fogo - o calor - Oba)
D - Èrùn rè, ou lè gbowó nlèrò kò k’iná’ BA
   (O Sol aumenta sua força, Você pode sacudir as mãos
consolando – fazendo ar - despreza, curta o fogo - o calor - Oba)
Ou - Là’ bata
            ( Aparece o barro)
D - Aláabata
  ( Proprietária do barro)
Ou - Là’ bata
            ( Aparece o barro)
D - Kún se rèrè
( Enche fazendo coisas boas)
Ou - AK’òjò padò n’iro, E iyo AK’òjò padò n’iro, E iyo
                 (Recolha a chuva à volta na altura, Ud alegre nos)
D - Alàgba e AK’òjò padò n’iro, E iyo
( Ancestra maior, Ud recolha a chuva de volta na altura, Ud
alegre nos)
Ou - Ìyá ìyá ou dê oko fi lànà
( Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
D - Ìyá ìyá ou dê oko fi lànà
( Sua mãe chega do campo pelo caminho aberto)
Ou - Oukùnrin jà o um
               ( Ao homem briga forte )
D - Ìyá ìyá ou dê 
   ( Sua mãe chega)
Ou - Sei’lè kún sei’lè kún
 ( Faça que a terra se encha)
D -  Sei’lè kún sei’lè  kún’ sei
( Faça que a terra se encha de obras)
Ou - Emi emí àjó kún’fé lè, emi emí àjó kún’fé lè, abo bò ’fé lomi, emi emí
àjó kún’fé lè
               ( Eu em minha jornada pela vida, cheio de amor a terra, volta e
cubro de amor a água, eu mesmo viajo e cheio de amor a terra )
D - Emi emí àjó kún’fé lè, emi emí àjó kún’fé lè, abo bò’fé lomi, emi emí
àjó kún’fé lè
               ( Eu em minha jornada pela vida, cheio de amor a terra, volta e
cubro de amor a água, eu mesmo viajo e cheio de amor a terra )
Ou - Odò oko féré mim
( O Rio e a plantação com nuves de chuva respiram)
D - Odò oko fè Oba
( Oba alarga o Rio e a plantação)
Ou - A bájà n’ire a bájà n’ire a bájè n’ire ofìn Odò
 ( Lutamos com bênção, lutamos com bênção, por
mandato do Rio)
D - A bájà n’ire 
   ( Lutamos com bênção)
Ou - Ofìn Odò
(Mandato do Rio)
D - A bájà n’ire 
   ( Lutamos com bênção)
Ou - OuBA elékù àjà vosi, OuBA elékù àjà vosi, Olóba só gbó bá, OuBA elékù àjà
osi
(Oba proprietária da cova, luta pelos ancestros femininos,
Proprietária do rio Oba cuida, entende e surpreende, Oba proprietária da cova
luta pelos ancestros femininos)
D - OuBA elékù àjà vosi, OuBA elékù àjà vosi, Olóba só gbó bá, OuBA elékù àjà
osi

(Oba proprietária da cova, luta pelos ancestros femininos,
Proprietária do rio Oba cuida, entende e surpreende, Oba proprietária da cova
luta pelos Ancestros Femininos)
.. . .. . . .. . .. . .TOQUE BATÁ .. . .. . .. . .
Ou - S’apá d’orò
( Faz que o braço seja uma arma espiritual)
D - Kó meu yányán 
( Insígnia me a totalidade)
Ou - S’apá d’orò
( Faz que o braço seja uma arma espiritual)
D - Kó meu yányán 
( Insígnia me tudo)
Ou - S’apá d’orò
( Faz que o braço seja uma arma espiritual)
D - Kó meu yányán s’apá d’orò kó meu yányán 
( Faz que o braço seja uma arma espiritual, insígnia me a totalidade)
Ou - Oba Oba omi
( Oba, Oba das águas)
D - Ou yá sùngbèmi
( Você logo vêem intimar comigo)
Ou - Oba Oba omi
( Oba, Oba das águas)
D - Ou yá sùngbèmi
( Você vêem logo  a intimar comigo)
Ou - Oba Oba omi
( Oba, Oba das águas)
D - Ou yá sùngbèmi OuBA OuBA omi ou yá sùngbèmi 
( Você logo vêem intimar comigo, Oba, Oba das águas, você
logo vêem intimar comigo)
Ou -  Oko kún dê!
     ( Enche a plantação e chega)
D -  Bàbà n’ire
( Benze o milho de guinea)
——————————  G-IJÓ   ———————————
(corte da dança)
.. . .. . . .. . .. . . .. . .. TOQUE BRAVUN... . . . .. . .. . .. . . .. . .. . . ..
Ou - Oba onísàngó Sàngó dê OuBA Oba d’aiyé
(Oba o sacerdote do Xangô e Xangô vêm, Oba, Oba chega
ao mundo)
D - Oba onísàngó Sàngó dê OuBA Oba d’aiyé
(Oba o sacerdote do Xangô e Xangô vêm, Oba, Oba chega
ao mundo)
Ou - Bò bo ganjin omnira f’ara rà màá ganjin omnira
         (Retorna, entra,  exaltada está dando a liberdade, usa o corpo,
repara, que sempre elevada esteja dando a liberdade )
D - Bò bo ganjin omnira f’ara rà màá ganjin omnira
         (Retorna, entra,  exaltada está dando a liberdade, usa o corpo,
repara, que sempre elevada esteja dando a liberdade)

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