domingo, 29 de janeiro de 2012

Orisá Sóngò



África

Como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro Aláàfìn Òyó, "Rei de Oyo", filho de Oranian e Torosi, a filha de Elempê, rei dos tapás, aquele que havia firmado uma aliança com Oranian.
Shango orixá dos raios, trovões, grandes cargas elétricas e do fogo. É viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Por esse motivo, a morte pelo raioé considerada infamante. Da mesma forma, uma casa atingida por um raio é uma casa marcada pela cólera de xangô. Xangô é o Orixá do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorum.
  • Sacerdote de Sango - Magba
  • Sacerdotisa de Sango - Iya Magbá
  • Atabaque de Sango - Ilu batá
  • Toque favorito - Alujá
  • Fruto favorito - Orogbo
  • Bichos - Akunko, Agutan, Ajapá
  • Comida - Amalá
Foi ele quem criou o culto de Egungun, sendo ele o único Orixá que exerce poder sobre os mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns.


Itan

Xangô é o fundador do culto aos Eguns, somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itã:

"Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyámi Ajé fizeram roupas iguais as de


Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos mistérios de Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Eguns, e se tornando estritamente proibida a participação de mulheres neste culto, caso essa regra seja desrespeitada provocará a ira de Olorun. Xangô , Iku e dos próprios Eguns, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais."Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Iyámis ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraído atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyámis Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyani filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilá, que lhe disse queIyami é quem havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilá lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Iku (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilá.

]Brasil



Enquanto Oxossi é considerado o Rei da nação de ketu, Xangô é considerado o rei de todo o povo yorubá. Orixá do fogo, dos raios e das tempestades, Xangô foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, muitos Orixás possuem relação com os Egunguns mas, ele é o único Orixá que, verdadeiramente, exerce poder sobre os mortos, Egungun. Xangô é a roupa da morte, Axó Iku, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos EgunsXangô foi o quarto rei lendário de Oyo (NigériaÁfrica), tornado Orixá de caráter violento e vingativo, cuja manifestação são o fogo, o Sol, os Raios, as Tempestades e os trovões. Filho de Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: OyáOxum e Obá. Xangô é viril e justiceiro; castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Sua ferramenta é o Oxêmachado de dois gumes. Xangô é o Orixá do Poder, ele é a representação máxima do poder de Olorun.
Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou-se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo yorubá. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão e a gamela; o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representam a livre passagem entre os mundos, sendo Xangô um ancestral (Egungun). Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessário. Tem também uma forte ligação com Oxumaré, considerado por ele como seu fiel escudeiro.
Xangô é cultuado no Brasil, sob 12 (doze) qualidades. Vale salientar, que muitos seguem cegamente as ditas qualidades de Xangô da Bahia, e não é bem assim, por exemplo, Airá é um outro Orixá que não se dá com Xangô.Reza a lenda que Ayra era muito próximo de Xango, e quando Oxalufã, em visita ao reino de Xango, foi erroneamente confundido com um ladrão, teve suas pernas quebradas e foi preso. Uma vez Xango percebendo o engano, mandou que o tirassem da prisão, o limpassem e dessem a ele vestimentas condizentes com a grandiosidade de Oxalufã, porém Oxalufã estava viajando e teria ainda outros lugares para ir. Por ser muito velho e agora com as pernas tendo sido quebradas, a locomoção havia sido afetada, fazendo que Oxalufã andasse curvado e muito vagarosamente. Xangô então mandou que Ayrá levasse Oxalufã nas costas até a próxima cidade. Ayrá, percebendo ali a sua grande oportunidade, durante o caminho se voltou contra Xangô, falando a Oxalufã que Xango sabia que ele estava preso, acabando por ganhar a confiança de Oxalufã, que o tomou para si; razão pela qual Ayrá usa branco, mas nao é um fum-fum. Xangô que nao suporta traições se irritou com a atitude de Ayrá cortando relações com ele, desde então eles jamais devem ser cultuados juntos ou mantidos na mesma casa.

[editar]As Qualidades de Xangô

As qualidades de Xangô são estas:
  • Afonjá - Afonjá, o Balé (governante)da cidade de Ilorin. Afonjá era também Are-Ona-Kaka-n-fo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros.
  • Obá Kosso - Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
  • Obá Lubê - Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.
  • Obá Irù ou Barù - Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.
  • Obá Ajakà - Também intitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.
  • Obá Aganjù - Aganju representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.
  • Obá Orungã - Filho de Aganju Solá e Iemanjá, Orungan é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
  • Obá Ogodô - Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
  • Jakutà ou Djakutà - Jakutá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
  • Obá Arainã - Oroinã e Oraniã - Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.
  • Olookê - Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.

[editar]Elementos do culto

  • Saudação: Kawó-Kabiesilé Saudação é a forma com que os Orixas são reverenciados;
  • CoresVermelho e Branco 
  • Dia da Semana: Quarta-Feira;
  • ElementosFogoVulcõesTempestadesSolTrovõesTerremotosRaios, criador do Culto de Egungun, senhor dos mortos, desertos e formações rochosas;
  • Elemento Livro: os livros representam Xangô porque este orixá está ligado as questões da razão, do conhecimento e do intelecto. Bem como a Justiça e o Direito;
  • FerramentaOxêmachado duplo de dois cortes laterais feito e esculpido em madeira ou metal;
  • PedraMeteorito;
  • DomíniosJustiça, Poder Estatal, Questões Jurídicas, Pedreiras;
  • OferendasAmalácágadocarneiro, . Gosta de Orobô, mas recusa Obi (noz de cola), ao contrário dos demais Orixás;
  • DançaAlujá, a roda de Xangô. São vários toques que falam de suas conquistas, seus feitos, suas mulheres e seu poder e domínio como Orixá.
  • Animais associados a Xangô: Tartaruga, Falcão, Águia, Carneiro e Leão.


Os filhos de Xangô são tidos como grandes conquistadores fortemente atraídos pelo sexo e o relacionamento predominantemente sexual assume papel importante em sua vida. 
Honestos e sinceros em seus relacionamentos mais duradouros, para eles sexo é algo vital, insubstituível, mas o objeto sexual em si não é merecedor de tanta atenção depois de satisfeito o desejo. 
Donos de uma enorme auto-estima, têm uma clara consciência de que são importantes e dignos de respeito e atenção. Acreditam que sua opinião será decisiva sobre quase todos os tópicos, consciência um pouco egocêntrica, mas de uma naturalidade desconcertante.  São pessoas sempre ouvidas; em certas ocasiões por gente mais importante que eles e até mesmo quando não são considerados especialistas num assunto ou de fato capacitados para emitir opinião, no entanto a aura de certeza que carregam os faz sempre os primeiros a serem consultados. 
Porém, o rei de várias tribos que habita dentro deles faz com que não aceitem o questionamento de suas atitudes pelos outros, especialmente se já tiverem considerado o assunto em discussão encerrado por uma determinação sua. Gostam de dar a última palavra em tudo, se bem que saibam ouvir. Quando contrariados, se tornam rapidamente violentos e incontroláveis. Nesse momento, resolvem tudo de maneira demolidora e rápida, mas feita a lei, retornam a seu comportamento usual.  Podemos dizer que o filho de Xangô está muito próximo do déspota esclarecido, aquele que tem o poder, exerce-o inflexivelmente, não admite dúvidas em relação a seu direito de detê-lo, mas julga a todos segundo um conceito estrito e sólido de valores claros e pouco discutíveis. É variável no humor, mas incapaz de conscientemente cometer uma injustiça, fazer escolha movido por paixões, interesses ou amizades. 
Extremamente enérgicos e autoritários, gostam de exercer influência nas pessoas e dominar a todos, são líderes por natureza, justos honestos e equilibrados, porém quando contrariados, ficam possuídos de ira violenta e incontrolável. 

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/2036848-caracter%C3%ADsticas-dos-filhos-xang%C3%B4/#ixzz1krp6jXcf
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Obí


Olodunmare chama os homens para retornarem ao seu lar, porém nem mesmo a morte é capaz de apagar as lembranças os feitos de grandes homens.
Obi é um elemento muito importante no culto de Vodun, Orisa e Nkise. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu.
É um alimento básico, e toda vez que é oferecido, o seu consumo é sempre precedido por preces.
Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.
Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação.
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.
Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.
Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.
Após isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.
Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.
Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.
Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.
Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare,e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.
Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.
No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.
Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.
Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas.
Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela. Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.
Depois, ela começou a comer as nozes cruas.
Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.
Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.
Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu descodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.
Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.
Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodunmare e tinha duas peças.
Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente. A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola.
A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimónia.
A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla.
A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.
A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.
Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Orixá ogum


Ogum orixá que rege trabalhodono do metal e da tecnologia protetor de todos que usam o metal prara sua sobrevivencia dono do obé (faca ritual)orixá muito importante em todos os cultos de matriz africana                                                        


Dia da semana: 
Quinta-feira.

Saudação: 
“Ògún Yê” ou “Pàtàkì orí Òrìsá” e “Pàtàkorí".
Tradução: Salve Ogum, Orixá importante da cabeça espiritual.

Cor: 
Vermelho e Verde.

Parte do corpo que rege: 
Costelas e Dentes.

Ferramentas: 
Espada, Obé (faca), bigorna, cobra de metal, corrente de ferro 
e a espada de São Jorge.

Sobrenomes de Orixá: 
Onira, Inira, Adiolá, Taladê, Adio, Adoré, Alefa, Gué, Dei, Onira, Mejê, Avagã, Elefá, Djocô, Miratã, Ciribó, Orobá, Dalúa, Ire, Ló e Manicéo.

Ogum de Rua: Acompanhado de Bará Lodê e Oyá Timboá, Ogum Avagã 
é um Orixá da Rua pois cuida do templo 

É o Orixá da guerra, das artes manuais e do ferro. 

É o patrono do desenvolvimento e da tecnologia. 
Orixá invocado para defender e resolver problemas de trabalho. 
Pelo seu caráter guerreiro, considerado patrono dos militares, 
é muito solicitado quando se deseja vencer demandas. 
 
Tem fama de gostar de bebidas alcoólicas, graças à lenda de ter sido embebedado por Oyá para que ela pudesse fugir com Xangô.

O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. É filho de Iemanjá com o Orixá Odùduwà.

É o dono da Obé (faca), por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e caminhos. Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. 
Protege também as portas de entrada das casas e templos.

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê”.

LENDAS
 Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.

Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares à Oyá e ela também lançava olhares a Xangô.
Xangô era muito elegante, usava tranças e brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E assim que Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, recebeu ele o nome de Ogum Mejé (mejé = 7) e ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove.
O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM

Filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia. 

Características Positivas:
 
Valentes, destemidos, buscam novos objetivos. São pessoas perspicazes, objetivas e corajosas. Amantes constantes, dedicados à família. Talentosos e inteligentes.

Características Negativas: 
Gananciosos, atrevidos, autoritários, desconfiados e um pouco egoístas. Usam a falsidade como tática de guerra, temperamentais e impiedosos.


O HOMEM DE OGUM

Como seu Orixá protetor, o filho de Ogum é um guerreiro também nos assuntos do coração. Passional, sempre empenhado em manter o jogo da conquista, é um amante completo. Ativíssimo sexualmente, super protetor com a pessoa amada, interessado em satisfazer-lhe as vontades, o companheiro de Ogum garante à sua parceira uma vida feliz em todos os sentidos. Por isso mesmo é um homem muito cobiçado pelas mulheres. E como sente necessidade de viver em permanente estado de paixão, torna-se presa fácil as aventuras amorosas. Isso gera grandes conflitos internos nele e na pessoa amada. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.


A MULHER DE OGUM

A protegida de Ogum é uma mulher que reúne as características femininas e masculinas. Bonita e sensual por fora, mas por dentro ela pensa com cabeça de homem . Justamente por ser assim, expôe-se mais que as outras mulheres e destaca-se em qualquer lugar. Também é esse seu lado masculino muito forte que a faz prezar a sua liberdade e independência acima de tudo, com reflexos na vida afetiva. É a mulher de Ogum quem conquista o homem e é ela também que o dispensa quando não o quer mais. Essa característica faz dela uma mulher difícil para parceiros machistas. Mas conquistá-la não é uma tarefa difícil e sim mantê-la sob domínio. Ela precisa de um companheiro por quem tenha grande admiração ou do qual dependa de alguma forma.

SAÚDE

A saúde de um filho de Ogum é boa. Ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os pontos fracos dele são as articulações, as dores de cabeça e as febres fortes.
Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso. É muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação em parar para se refazer.
Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.
As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingí-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.

Ogum é representado como um guerreiro armado, portando uma espada como símbolo de sua força. Ele é o senhor do ferro da guerra e da tecnologia, temperamento rude, não se prende a nada e nem a ninguém. É um Orixá que incita a guerra, para mostrar poder e aumentar seus bens, mas não descansa sobre suas glórias. Ogum é o dirigente, o rei que não quer ter suas ordens desobedecidas, quando contrariado, ele fica furioso, perde a razão e castiga impensadamente, arrependendo-se em seguida. Sua correlação é com o Deus da guerra Ares ou Marte da mitologia greco-romana, tendo características violentas desses deuses, bem como sua ligação com o ferro e o fogo. Foi Ogum quem ensinou os homens a forjar o ferro e o aço, pois é um feliz artesão, que confecciona suas  próprias espadas para seus combates. Possui sete ferramentas de ferro como simbologia: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com os quais ajuda o homem a vencer a natureza. É o vencedor de demandas, que com sua espada, corta as dificuldades e castiga os faltosos. Ogum é um poderoso Orixá que defende a lei e a ordem, abre os nossos caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Tudo que está relacionado a conquistas, vitórias  e lutas, são presididas por Ogum. É a própria lei divina em ação e o guerreiro buscando novos horizontes. 
O povo da Bahia associa Ogum ao santo católico São Sebastião, que é festejado no dia 20 de Janeiro, mas o povo do Rio de Janeiro e São Paulo sincretizou Ogum à  São Jorge Guerreiro, que se comemora em 23 de Abril.
O MITO -  "A VINGANÇA"
Ogum era o rei de Irê, Ogum Onirê. Conta-se que, tendo partido para a guerra, retornou a Irê depois de muito tempo. Ele chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimonia exigia que todos permanece-se em total silêncio. Não era permitido falar e nem se dirigir o olhar. Ogum sentia fome e sede, mas ninguém o atendia, ninguém falava com ele. Ogum então pensou que ninguém o reconhecera, por isso, sentindo-se humilhado  e enfurecido, resolveu se vingar. Ele cortou a cabeça de seus súditos. Quando terminada a cerimonia, foi encerrado o silêncio e o filho de Ogum com alguns homens salvos da matança, vieram render homenagens ao rei. Foi quando Ogum reconhecera o erro cometido e se tomou de profundo arrependimento. Ogum então enfiou sua espada no chão e a terra se abriu, tragando-o solo abaixo, não era mais humano,se tornara um Orixá.

Orisá Bará


É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.
 O nome “Bará” significa: aquele que é possuidor do poder. 
Também chamado de Exú Bará, pois “Exú” significa esfera, 
aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim.

 Dia da semana: 
Segunda-feira.

Saudação: 
“Alúpo” ou “Lálupo” – Tradução: Venha, ó falante!

Cor: 
Vermelho.

Parte do corpo que rege: 
Esqueleto, pênis, pâncreas, uretra, urina e rege também o sangue.

Ferramentas: 
Chave, foice, corrente e punhal.

Sobrenomes de Orixá: 
Lodê, Lanã, Tiriri, Adague, Burucú, Baluaê, Agelú,Toquí, 
Demí, Alupanda, Bí, Leba, Abanadá, Bô e Tolabí.

Dividem-se basicamente em dois tipos:  

Barás de dentro de casa
Bará Agelú, Lanã, Adague, etc., considerados mais calmos.

Barás da rua
Bará Lodê, considerado violento e por isso muito respeitado. 
É o guardião do templo, portanto deve-se cumprimentá-lo 
por primeiro ao entrar no terreiro. 
Seu assentamento e seus pertences ficam guardados 
à parte numa casinha entrada do Ilê. 
Acompanham o Bará Lodê: Ogum Avagã e Oyá Timboá,
igualmente denominados Orixás de rua.


SOBRE ESTE ORIXÁ

Um de seus símbolos marcantes é a chave pois é o que permite
a passagem e o início de tudo e é responsável pelos caminhos.

 As questões mais imediatas relacionadas a dinheiro e trabalho, 
é a ele que pedimos abertura.

Faz a interligação entre “Orún” (mundo material)
e “Aiyê” (mundo espiritual). Pedimos a ele que leve 
aos demais Orixás nossos pedidos e agradecimentos, afinal, 
não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo a ele. 
Bará é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar
a fim de assegurar que tudo corra bem.

Outra característica marcante de Bará é ser o detentor 
e o transmissor da fertilidade e da fecundação. 
Este Orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos 
de reprodução. Seu outro símbolo é o "Opá Ogó", a forma fálica (pênis). 
Longe de ser obsceno, pois a presença de Bará 
se faz necessária na geração de uma vida. 

É o mais humano dos orixás, por exemplo: adora agrados e oferendas, 
detesta água e chuva, nos dias chuvosos é inútil lhe entregar oferendas na rua. 
Nestes dias é melhor deixá-los guardadas no Quarto-de-Santo até que a chuva cesse.

Ele está presente nos lugares onde existem multidões, gargalhadas, risos fartos e nas alegrias incontidas. É o desprendimento do nervosismo contido no peito, a rapidez do deslocamento.

Por ser provocador, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de diabo, o que é um absurdo dentro da construção teológica Yorubá, visto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. 
Mesmo porque nesta religião não existe diabo.

“Capaz de carregar o óleo que comprou no mercado 
numa simples peneira sem que este óleo se derrame”. 

E assim é Bará, o Orixá que faz o acerto virar erro e o erro virar acerto.
Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranquilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro. Se ele não é tratado de maneira correta, ele confunde e zomba de quem o maltrata. Mas quando
é reverenciado, ajuda, abre caminhos e soluciona. 

 O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE BARÁ

Os filhos de Bará possuem uma personalidade muito marcante, 
ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. 
Por isso para ter-se um amigo ou filho de Bará é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele. 

São pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos 
e às suas causas. São corajosos e dedicados. Amáveis, não medem esforços nem sacrifícios para auxiliar as pessoas que ama. 
Excelentes amantes, a virilidade é uma característica básica
daqueles regidos por este orixá.

Características Positivas: 
Sempre chegam ao seu objetivo, mesmo que para isto tenham que se empenhar de corpo e alma. Fortes, capazes, românticos, felizes, participativos, francos, inquietos, sinceros, espertos e atentos.

Características Negativas: 
Severos e exigentes ao extremo, caprichosos, extremamente vaidosos 
e ambiciosos. Brigões, debochados e brincalhões.


O HOMEM DE BARÁ

O Orixá do sexo, da procriação e da fertilidade, faz de seus filhos homens com enorme poder de sedução. Afinal, cabe a ele o papel 
de dar continuidade à espécie. Mas justamente por ser extremamente sensual e também por ser versátil, será capaz de agir dessa forma com várias pessoas ao mesmo tempo. O mais interessante de tudo é que ele dificilmente se afasta definitivamente das mulheres com quem manteve vínculos amorosos e sexuais. Por esta razão, não é difícil reconquistá-lo, principalmente se ele se deu bem sexualmente com essa parceira interessada em tê-lo de volta.


A MULHER DE BARÁ

Assim como o homem de Bará, a mulher é dotada de muita sensualidade. Mas esta é uma característica que ela não deixa transparecer com facilidade. Pelo contrário, tentará escondê-la atrás de uma imagem bastante reservada. Poderá ser mais transparente em relação ao sexo, 
se sentir segurança com seu companheiro. E segurança emocional 
para uma filha de Bará significa encontrar um homem 
que desenvolva com ela uma grande cumplicidade. 
Aí sim ela se soltará e se mostrará como realmente é: 
extremamente sensual.

Adurá ti Esú


 




Bará Lodê

Axé: Exú ô Lodê.
Resposta: Exú Exú ô Bará lanã.

 Tradução: 
Bará, o do lado de fora. Bará, o que no dá as coisas no caminho.


Bará Agelú

Axé: Exú lanã fô míô, exú lanã fô malé ô.
Resposta: Exú lanã fô míô, Exú lanã fô malé ô.

Tradução:
Bará dos caminhos, filho da dona das águas,  
Bará dos caminhos, vigia a noite para você.

Explicação:
 Bará, assim como Ogum, é filho de Iemanjá com o Orixá Odùduwà. 
Odùduwà, Orixá da Criação, ancestral dos reis Yorubás coroados. 
Ogum era muito ligado ao irmão mais velho. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões. Quando Bará foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhá-lo. 
Foi atrás dele e por muito tempo correram o mundo juntos. 
Bará, o mais esperto, resolvia para onde iriam e Ogum, o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades do caminho. 
Por este motivo, Ogum sempre surge no culto logo depois de Bará, 
pois honrar seu irmão é a melhor forma de agradá-lo. 
Enquanto Bará é o dono dos caminhos e encruzilhadas, 
Ogum governa a reta dos caminhos.


BARÁ LANÃ
Axé: Egbá rà bô alaroiê a exú lanã, ba rà bô alaroiê a exú lanã, 
e mó dé ko ê ko de bará bô, bará bô, bará eléfa exú lanã.
Resposta: Egbá rà bô alaroiê a exu lanã, ba rà bô alaroiê a exu lanã, 
e mó dé ko ê ko de bará bo, bará bô, bará eléfa Exú lanã.

Tradução:
Tenho fé em ti Bará e peço licença para louvá-lo em minha casa; 
Nossa casa está limpa, proteja a nossa terra. Seu poder limpa o caminho.
Bará Lanã = Bará Lonã. Lonã = caminho.

 
BARÁ LANÃ

Axé: Exú bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri, 
bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri.
Resposta: Bará exú tiriri lanã, exú tiriri lanã, 
bará ke bará Exú bará, Exú tiriri lanã.

Tradução:
Minha fé me alimenta, peço para o Precioso Bará dos Caminhos, Precioso Bará dos Caminhos, esse é o Exú que nos dá coisas no caminho.
Tiriri = valoroso/precioso
Bará Lanã = BARÁ LONÃ = lonã = caminho.


post dedicado a Romeu D´Bará e Paulo d´Ogum