sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Obí


Olodunmare chama os homens para retornarem ao seu lar, porém nem mesmo a morte é capaz de apagar as lembranças os feitos de grandes homens.
Obi é um elemento muito importante no culto de Vodun, Orisa e Nkise. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no céu.
É um alimento básico, e toda vez que é oferecido, o seu consumo é sempre precedido por preces.
Foi Orunmila quem revelou como a noz de cola foi criada.
Quando Olodunmare descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Esu era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Aiye, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação.
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.
Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olodunmare abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.
Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.
Após isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.
Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.
Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.
Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.
Aiye pegou-as e as levou para Olodunmare,e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.
Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.
No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas. Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.
Foram então até Olodunmare para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.
Quando ninguém sabia o que fazer, Elenini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas.
Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela. Elenini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.
Depois, ela começou a comer as nozes cruas.
Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.
Após isso, ela levou as frutas para Olodunmare e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.
Deus então decretou que, já que tinha sido Elenini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu descodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecidas primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo, e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.
Olodunmare também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.
Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olodunmare e tinha duas peças.
Ele pegou uma e deu a outra para Elenini, a mais antiga divindade presente. A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer a árvore da noz de cola.
A próxima tinha quatro peças e incluía assim Aiye, a única mulher que estava presente na cerimónia.
A próxima tinha cinco peças e incluiu Orisa-Nla.
A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.
A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.
Aiye então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Orixá ogum


Ogum orixá que rege trabalhodono do metal e da tecnologia protetor de todos que usam o metal prara sua sobrevivencia dono do obé (faca ritual)orixá muito importante em todos os cultos de matriz africana                                                        


Dia da semana: 
Quinta-feira.

Saudação: 
“Ògún Yê” ou “Pàtàkì orí Òrìsá” e “Pàtàkorí".
Tradução: Salve Ogum, Orixá importante da cabeça espiritual.

Cor: 
Vermelho e Verde.

Parte do corpo que rege: 
Costelas e Dentes.

Ferramentas: 
Espada, Obé (faca), bigorna, cobra de metal, corrente de ferro 
e a espada de São Jorge.

Sobrenomes de Orixá: 
Onira, Inira, Adiolá, Taladê, Adio, Adoré, Alefa, Gué, Dei, Onira, Mejê, Avagã, Elefá, Djocô, Miratã, Ciribó, Orobá, Dalúa, Ire, Ló e Manicéo.

Ogum de Rua: Acompanhado de Bará Lodê e Oyá Timboá, Ogum Avagã 
é um Orixá da Rua pois cuida do templo 

É o Orixá da guerra, das artes manuais e do ferro. 

É o patrono do desenvolvimento e da tecnologia. 
Orixá invocado para defender e resolver problemas de trabalho. 
Pelo seu caráter guerreiro, considerado patrono dos militares, 
é muito solicitado quando se deseja vencer demandas. 
 
Tem fama de gostar de bebidas alcoólicas, graças à lenda de ter sido embebedado por Oyá para que ela pudesse fugir com Xangô.

O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. É filho de Iemanjá com o Orixá Odùduwà.

É o dono da Obé (faca), por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e caminhos. Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. 
Protege também as portas de entrada das casas e templos.

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê”.

LENDAS
 Oyá vivia com Ogum antes de ser mulher de Xangô. Ela ajudava Ogum no seu trabalho, carregava seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia Ogum deu a Oyá uma vara de ferro igual a que lhe pertencia que tinha o poder de dividir os homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga.

Xangô gostava de sentar-se perto da forja para apreciar Ogum bater o ferro, e sempre lançava olhares à Oyá e ela também lançava olhares a Xangô.
Xangô era muito elegante, usava tranças e brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Um dia Oyá e Xangô fugiram e Ogum lançou-se em perseguição deles. Encontrando os fugitivos, brandiu sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E assim que Ogum foi dividido em sete partes e Oyá em nove partes, recebeu ele o nome de Ogum Mejé (mejé = 7) e ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove.
O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM

Filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia. 

Características Positivas:
 
Valentes, destemidos, buscam novos objetivos. São pessoas perspicazes, objetivas e corajosas. Amantes constantes, dedicados à família. Talentosos e inteligentes.

Características Negativas: 
Gananciosos, atrevidos, autoritários, desconfiados e um pouco egoístas. Usam a falsidade como tática de guerra, temperamentais e impiedosos.


O HOMEM DE OGUM

Como seu Orixá protetor, o filho de Ogum é um guerreiro também nos assuntos do coração. Passional, sempre empenhado em manter o jogo da conquista, é um amante completo. Ativíssimo sexualmente, super protetor com a pessoa amada, interessado em satisfazer-lhe as vontades, o companheiro de Ogum garante à sua parceira uma vida feliz em todos os sentidos. Por isso mesmo é um homem muito cobiçado pelas mulheres. E como sente necessidade de viver em permanente estado de paixão, torna-se presa fácil as aventuras amorosas. Isso gera grandes conflitos internos nele e na pessoa amada. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.


A MULHER DE OGUM

A protegida de Ogum é uma mulher que reúne as características femininas e masculinas. Bonita e sensual por fora, mas por dentro ela pensa com cabeça de homem . Justamente por ser assim, expôe-se mais que as outras mulheres e destaca-se em qualquer lugar. Também é esse seu lado masculino muito forte que a faz prezar a sua liberdade e independência acima de tudo, com reflexos na vida afetiva. É a mulher de Ogum quem conquista o homem e é ela também que o dispensa quando não o quer mais. Essa característica faz dela uma mulher difícil para parceiros machistas. Mas conquistá-la não é uma tarefa difícil e sim mantê-la sob domínio. Ela precisa de um companheiro por quem tenha grande admiração ou do qual dependa de alguma forma.

SAÚDE

A saúde de um filho de Ogum é boa. Ele é resistente e sua constituição forte evita as doenças. Os pontos fracos dele são as articulações, as dores de cabeça e as febres fortes.
Quando está doente o filho de Ogum não quer ficar em repouso. É muito trabalhoso convencê-lo a descansar e dar tempo ao seu corpo para se recuperar. Só fica na cama quando está verdadeiramente mal, aí então fala pouco e fica nervoso com a obrigação em parar para se refazer.
Seus problemas de saúde são mais para o tipo violento e repentino do que para doenças crônicas e demoradas.
As doenças nervosas como úlceras, esgotamentos e depressão são menos comuns, mas podem atingí-lo se ele cometer excessos de trabalho ou for mal sucedido em seus empreendimentos.

Ogum é representado como um guerreiro armado, portando uma espada como símbolo de sua força. Ele é o senhor do ferro da guerra e da tecnologia, temperamento rude, não se prende a nada e nem a ninguém. É um Orixá que incita a guerra, para mostrar poder e aumentar seus bens, mas não descansa sobre suas glórias. Ogum é o dirigente, o rei que não quer ter suas ordens desobedecidas, quando contrariado, ele fica furioso, perde a razão e castiga impensadamente, arrependendo-se em seguida. Sua correlação é com o Deus da guerra Ares ou Marte da mitologia greco-romana, tendo características violentas desses deuses, bem como sua ligação com o ferro e o fogo. Foi Ogum quem ensinou os homens a forjar o ferro e o aço, pois é um feliz artesão, que confecciona suas  próprias espadas para seus combates. Possui sete ferramentas de ferro como simbologia: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com os quais ajuda o homem a vencer a natureza. É o vencedor de demandas, que com sua espada, corta as dificuldades e castiga os faltosos. Ogum é um poderoso Orixá que defende a lei e a ordem, abre os nossos caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Tudo que está relacionado a conquistas, vitórias  e lutas, são presididas por Ogum. É a própria lei divina em ação e o guerreiro buscando novos horizontes. 
O povo da Bahia associa Ogum ao santo católico São Sebastião, que é festejado no dia 20 de Janeiro, mas o povo do Rio de Janeiro e São Paulo sincretizou Ogum à  São Jorge Guerreiro, que se comemora em 23 de Abril.
O MITO -  "A VINGANÇA"
Ogum era o rei de Irê, Ogum Onirê. Conta-se que, tendo partido para a guerra, retornou a Irê depois de muito tempo. Ele chegou num dia em que se realizava um ritual sagrado. A cerimonia exigia que todos permanece-se em total silêncio. Não era permitido falar e nem se dirigir o olhar. Ogum sentia fome e sede, mas ninguém o atendia, ninguém falava com ele. Ogum então pensou que ninguém o reconhecera, por isso, sentindo-se humilhado  e enfurecido, resolveu se vingar. Ele cortou a cabeça de seus súditos. Quando terminada a cerimonia, foi encerrado o silêncio e o filho de Ogum com alguns homens salvos da matança, vieram render homenagens ao rei. Foi quando Ogum reconhecera o erro cometido e se tomou de profundo arrependimento. Ogum então enfiou sua espada no chão e a terra se abriu, tragando-o solo abaixo, não era mais humano,se tornara um Orixá.

Orisá Bará


É o gerador do que existe, do que existiu e do que ainda vai existir.
 O nome “Bará” significa: aquele que é possuidor do poder. 
Também chamado de Exú Bará, pois “Exú” significa esfera, 
aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim.

 Dia da semana: 
Segunda-feira.

Saudação: 
“Alúpo” ou “Lálupo” – Tradução: Venha, ó falante!

Cor: 
Vermelho.

Parte do corpo que rege: 
Esqueleto, pênis, pâncreas, uretra, urina e rege também o sangue.

Ferramentas: 
Chave, foice, corrente e punhal.

Sobrenomes de Orixá: 
Lodê, Lanã, Tiriri, Adague, Burucú, Baluaê, Agelú,Toquí, 
Demí, Alupanda, Bí, Leba, Abanadá, Bô e Tolabí.

Dividem-se basicamente em dois tipos:  

Barás de dentro de casa
Bará Agelú, Lanã, Adague, etc., considerados mais calmos.

Barás da rua
Bará Lodê, considerado violento e por isso muito respeitado. 
É o guardião do templo, portanto deve-se cumprimentá-lo 
por primeiro ao entrar no terreiro. 
Seu assentamento e seus pertences ficam guardados 
à parte numa casinha entrada do Ilê. 
Acompanham o Bará Lodê: Ogum Avagã e Oyá Timboá,
igualmente denominados Orixás de rua.


SOBRE ESTE ORIXÁ

Um de seus símbolos marcantes é a chave pois é o que permite
a passagem e o início de tudo e é responsável pelos caminhos.

 As questões mais imediatas relacionadas a dinheiro e trabalho, 
é a ele que pedimos abertura.

Faz a interligação entre “Orún” (mundo material)
e “Aiyê” (mundo espiritual). Pedimos a ele que leve 
aos demais Orixás nossos pedidos e agradecimentos, afinal, 
não teremos êxito sem antes pedirmos e ofertarmos algo a ele. 
Bará é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar
a fim de assegurar que tudo corra bem.

Outra característica marcante de Bará é ser o detentor 
e o transmissor da fertilidade e da fecundação. 
Este Orixá cuida da parte sexual dos seres vivos e de seus órgãos 
de reprodução. Seu outro símbolo é o "Opá Ogó", a forma fálica (pênis). 
Longe de ser obsceno, pois a presença de Bará 
se faz necessária na geração de uma vida. 

É o mais humano dos orixás, por exemplo: adora agrados e oferendas, 
detesta água e chuva, nos dias chuvosos é inútil lhe entregar oferendas na rua. 
Nestes dias é melhor deixá-los guardadas no Quarto-de-Santo até que a chuva cesse.

Ele está presente nos lugares onde existem multidões, gargalhadas, risos fartos e nas alegrias incontidas. É o desprendimento do nervosismo contido no peito, a rapidez do deslocamento.

Por ser provocador, astucioso e sensual é comumente confundido com a figura de diabo, o que é um absurdo dentro da construção teológica Yorubá, visto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. 
Mesmo porque nesta religião não existe diabo.

“Capaz de carregar o óleo que comprou no mercado 
numa simples peneira sem que este óleo se derrame”. 

E assim é Bará, o Orixá que faz o acerto virar erro e o erro virar acerto.
Além disso, ele é muito irreverente, adorando resolver e propor enigmas. Caminha no tempo e espaço com tranquilidade, buscando coisas no passado, presente e futuro. Se ele não é tratado de maneira correta, ele confunde e zomba de quem o maltrata. Mas quando
é reverenciado, ajuda, abre caminhos e soluciona. 

 O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE BARÁ

Os filhos de Bará possuem uma personalidade muito marcante, 
ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. 
Por isso para ter-se um amigo ou filho de Bará é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele. 

São pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos 
e às suas causas. São corajosos e dedicados. Amáveis, não medem esforços nem sacrifícios para auxiliar as pessoas que ama. 
Excelentes amantes, a virilidade é uma característica básica
daqueles regidos por este orixá.

Características Positivas: 
Sempre chegam ao seu objetivo, mesmo que para isto tenham que se empenhar de corpo e alma. Fortes, capazes, românticos, felizes, participativos, francos, inquietos, sinceros, espertos e atentos.

Características Negativas: 
Severos e exigentes ao extremo, caprichosos, extremamente vaidosos 
e ambiciosos. Brigões, debochados e brincalhões.


O HOMEM DE BARÁ

O Orixá do sexo, da procriação e da fertilidade, faz de seus filhos homens com enorme poder de sedução. Afinal, cabe a ele o papel 
de dar continuidade à espécie. Mas justamente por ser extremamente sensual e também por ser versátil, será capaz de agir dessa forma com várias pessoas ao mesmo tempo. O mais interessante de tudo é que ele dificilmente se afasta definitivamente das mulheres com quem manteve vínculos amorosos e sexuais. Por esta razão, não é difícil reconquistá-lo, principalmente se ele se deu bem sexualmente com essa parceira interessada em tê-lo de volta.


A MULHER DE BARÁ

Assim como o homem de Bará, a mulher é dotada de muita sensualidade. Mas esta é uma característica que ela não deixa transparecer com facilidade. Pelo contrário, tentará escondê-la atrás de uma imagem bastante reservada. Poderá ser mais transparente em relação ao sexo, 
se sentir segurança com seu companheiro. E segurança emocional 
para uma filha de Bará significa encontrar um homem 
que desenvolva com ela uma grande cumplicidade. 
Aí sim ela se soltará e se mostrará como realmente é: 
extremamente sensual.

Adurá ti Esú


 




Bará Lodê

Axé: Exú ô Lodê.
Resposta: Exú Exú ô Bará lanã.

 Tradução: 
Bará, o do lado de fora. Bará, o que no dá as coisas no caminho.


Bará Agelú

Axé: Exú lanã fô míô, exú lanã fô malé ô.
Resposta: Exú lanã fô míô, Exú lanã fô malé ô.

Tradução:
Bará dos caminhos, filho da dona das águas,  
Bará dos caminhos, vigia a noite para você.

Explicação:
 Bará, assim como Ogum, é filho de Iemanjá com o Orixá Odùduwà. 
Odùduwà, Orixá da Criação, ancestral dos reis Yorubás coroados. 
Ogum era muito ligado ao irmão mais velho. Os dois eram muito aventureiros e brincalhões. Quando Bará foi expulso de casa pelos pais, Ogum ficou muito zangado e resolveu acompanhá-lo. 
Foi atrás dele e por muito tempo correram o mundo juntos. 
Bará, o mais esperto, resolvia para onde iriam e Ogum, o mais forte e guerreiro, ia vencendo todas as dificuldades do caminho. 
Por este motivo, Ogum sempre surge no culto logo depois de Bará, 
pois honrar seu irmão é a melhor forma de agradá-lo. 
Enquanto Bará é o dono dos caminhos e encruzilhadas, 
Ogum governa a reta dos caminhos.


BARÁ LANÃ
Axé: Egbá rà bô alaroiê a exú lanã, ba rà bô alaroiê a exú lanã, 
e mó dé ko ê ko de bará bô, bará bô, bará eléfa exú lanã.
Resposta: Egbá rà bô alaroiê a exu lanã, ba rà bô alaroiê a exu lanã, 
e mó dé ko ê ko de bará bo, bará bô, bará eléfa Exú lanã.

Tradução:
Tenho fé em ti Bará e peço licença para louvá-lo em minha casa; 
Nossa casa está limpa, proteja a nossa terra. Seu poder limpa o caminho.
Bará Lanã = Bará Lonã. Lonã = caminho.

 
BARÁ LANÃ

Axé: Exú bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri, 
bará lo bè bè tiriri lanã, exú tiriri.
Resposta: Bará exú tiriri lanã, exú tiriri lanã, 
bará ke bará Exú bará, Exú tiriri lanã.

Tradução:
Minha fé me alimenta, peço para o Precioso Bará dos Caminhos, Precioso Bará dos Caminhos, esse é o Exú que nos dá coisas no caminho.
Tiriri = valoroso/precioso
Bará Lanã = BARÁ LONÃ = lonã = caminho.


post dedicado a Romeu D´Bará e Paulo d´Ogum 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Stop Sopa e Pipa


SOPA é a Lei da Pirataria Parar Online. A própria lei permite que detentores de direitos autorais para desafiar o uso de seu conteúdo em qualquer forma na internet. Mas, recentemente, que causou uma grande celeuma na comunidade da Internet com as contas a censura na web.
Milhares de pessoas, incluindo gigantes da tecnologia comoFacebook e Google , se opuseram ao projeto de lei de censura na web, afirmando que isso efetivamente censurar a web e colocar demandas injustas aos provedores de conteúdo. Alguns links infrator seria o suficiente para bloquear um site completamente.
Sites como o GoDaddy já queimou os dedos , apoiando SOPA. A comunidade reagiu fortemente contra a internet GoDaddy em sua decisão de apoiar SOPA. Tho devido a vários clientes GoDaddy começaram a migrar seus domínios e serviços de hospedagem para outra empresa de hospedagem.
Um número de websites, incluindo Wikipedia, Firefox, Reddit e outros estão planejando blackout seus sites em 18 de janeiro de 2012, para protestar contra a censura contas web. Então se você está pensando muito a aderir ao movimento e protestar novamente SOPA / PIPA, você pode mostrar seu apoio ao adicionar qualquer um desses plugins para o seu blog.
Se você não quer um blecaute completo em seu site, você pode mostrar seu apoio adicionando uma fita preta, ao seu modelo de site. Usuários do Blogger e WordPress pode adicionar uma fita preta em seus blogs com o seguinte código. 
utilizadores Blogger copiar e colar o seguinte código em um widget HTML / Javascript. Enquanto os usuários do WordPress pode copiar e colar o seguinte código em um widget de texto.
<a href="http://americancensorship.org/" target="_blank"> <IMG style = "position: fixed; top: 0px; left: 0px; border: none;" src = "http://1 .bp.blogspot.com/-Yi5uS_ylq4Q/TxVR0csJE6I/AAAAAAAACKs/xp6zdQEjed0/s1600/stop + sopa.png "alt =" "/> </ a>
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